Informações diversas e actuais de interesse a respeito da paróquia de LAGEOSA DO MONDEGO - Celorico da Beira, distrito da Guarda

terça-feira, novembro 10, 2009

Nestes lugares sentir-se bem é natural

Mas que lugar lindo! Estas e outras expressões são as que recebemos tanto dos que visitam as Fazendas da Esperança como dos que chegam para lá passar 12 meses de luta para se recuperarem.

Os responsáveis procuram ficar atentos a harmonia das Fazendas, pois é ela que faz com que os recuperantes se sintam bem e aconchegados. “Muitas pessoas ao despedirem-se afirmam ter sentido a presença de Deus nas nossas casas e isso só é possível graças ao esforço dos jovens em manter a comunidade bem arrumada”, afirma frei Hans Stapel, franciscano, fundador da Fazenda da Esperança.
Os jovens recém-chegados, nos primeiros três meses de recuperação, inserem-se no chamado período de triagem, pois nesse período não recebem a visita dos seus familiares e esse é o tempo mais difícil para todos os internos.
Enquanto eles procuram organizar o seu interior desestruturados pelas drogas e álcool também ficam, na maioria das vezes, responsáveis pela harmonia das suas comunidades. Trabalham na jardinagem, nas limpezas dos espaços comuns e são acompanhados mais de perto para se poderem reestruturar.
Mesmo depois de passam por este momento, os recuperantes são orientados a continuar a viver a harmonia nas suas vidas. A limpar a casa de banho das sua casa, a arrumar a cama onde dormem, a lavar bem as roupas que usam...
Muitas vezes os responsáveis, procuram comparar o estado do seu guarda-roupa com o estado em que está a sua vida, buscam cativar os jovens a manter organizadas as obrigações que assumem dentro da comunidade terapêutica.
Reformar as casas, pintar, procurar que fiquem bonitas é a obrigação de todos como também a de procurar conservar o que tem, não usar de forma errada e procurar não interferir de forma negativa onde moram faz parte do dia a dia dos “fazendeiros”.
No primeiro momento é um pouco complicado, pois os jovens chegam da sociedade completamente destruídos, sem chão, sem rumo, pois as drogas tiram-lhe tudo até mesmo o uidado que deviam ter consigo mesmo. No entanto, na Fazenda da Esperança tem a oportunidade de reconquistar isso.
Isso acontece quase indirectamente, porque quando um jovem consegue contribuir para a manutenção ou reconstrução de uma casa ele sente-se capaz de conduzir harmoniosamente sua vida.

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segunda-feira, novembro 02, 2009

A FAZENDA DA ESPERANÇA está a nascer... no MAÇAL DO CHÃO

Onde tudo começou

Fo nesta humildade terra onde tudo começou
Na igrejinha de Nossa senhora da Glória em que o frei chegou
Vivendo com simplicidade a dor, o Evangelho fez brotar
Uma semente de esperança, vários jovens passaram a sonhar

E no início tudo era apenas um sonho tão belo
mas no dia a dia formou-se com Deus um forte elo,
Naquele tempo muito poucos poderiam imaginar
que de pequenas obras algo de grandioso se iria formar.
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Mas o caminho amigo não foi fácil não
Foi necessário muita luta, força e amor no coração.
As dificuldades surgiram e o sofrimento apareceu
Mas no final de tudo o amor prevaleceu.
Graças a Deus e a muita gente de boa vontade.
Todo este povo tem hoje uma nova realidade
De muita esperança pra ser feliz
Mas para isso muita gente morreu para o que quis.
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Hoje o passado e o presente servem para nos mostrar
Que a vivência da palavra e a fé podem transformar
A vida de qualquer pessoa e fazer aparecer
Um novo mundo onde o que importa é o amor vencer.
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E vários jovens passam a seguir essa filosofia
E um deles vive-a plenamente, exactamente numa esquina
Morrendo para a sua vontade, emprestendo o que era seu
Para outro jovem que com esse gesto percebeu
Que se o amor prevalece, algo de bom acontece
Como a fazenda da Esperança que até hoje ainda cresce (agora no MAÇAL DO CHÃO)
Tirando tantos das drogas e mostrando o amor de Deus
Dando um sentido à vida, pois esse sentido é Deus
por mais dificil que pareça ser uma situação
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ACREDITE, ela tem uma solução
Olhe pra trás e veja como tudo aconteceu
De pequenes gesto de amor, uma nova realidade nasceu


CD "Devolver um alma ao mundo" - Fazenda da Esperança

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sábado, outubro 03, 2009

“ ...e os dois serão uma só carne ...”

Deus tem mesmo razão: “não é bom que o homem esteja só”. Não podíamos estar mais de acordo com Ele. Deus, porque é amor, sonhou e quis o homem como família. Coerente como é, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança.
Na verdade, sozinho e sem amor, sem alguém a quem amar e que o ame, o homem sente-se incompleto e infeliz. Inquieto e insatisfeito, o homem procura, por todo o lado e entre todos os seres vivos, a parte que lhe falta. E só sossega quando encontra alguém que lhe é verdadeiramente semelhante e, ao mesmo tempo, contém a diferença que o completa.

O homem descobre a razão de ser da sua vida e experimenta a alegria de viver, quando encontra alguém que é osso dos seus ossos e carne da sua carne. A esse ser, o homem chama mulher. A palavra hebraica revela que a mulher é a versão feminina do homem. Assim, ela é suficientemente semelhante e suficientemente diferente do homem. Por conseguinte, podem comunicar entre si e completam-se um ao outro.
O homem sente tal fascínio pela mulher (e o contrário vale de igual modo), o homem sente tão intensamente que não pode viver sem ela (e o mesmo experimenta a mulher em relação a ele), é tão extraordinário o amor que sentem um pelo outro que decidem viver um com o outro, ou melhor, viver um para o outro, unindo-se de tal modo que passam a ser uma só carne. Por outras palavras, dão origem a uma nova família.
O homem e a mulher só são felizes e só se realizam como pessoas numa relação de amor. E o amor conjugal é a primeira e originária forma de amor humano. De facto, só depois podem surgir as outras formas de amor: o amor paterno, o amor filial, o amor fraterno...
O amor conjugal é também o amor mais radical. Com efeito, o homem e a mulher deixam o pai e a mãe, para viverem o amor entre eles, dando origem a uma nova família (a um novo mundo de relações, de sonhos e de projectos existenciais).
Um amor assim, tão radical e tão intenso, é necessariamente um amor para sempre!

Jesus confirma que o matrimónio é um projecto e um compromisso para toda a vida. A autorização de divórcio, dada por Moisés, motivada pela dureza do coração dos homens, não invalida os desígnios de Deus sobre o casamento. O que Deus quis “no princípio da criação”, continua a ser ainda o que Deus quer e, por isso mesmo, mantém toda a sua validade.
A autorização/legalização do divórcio, bem como a frequência com que a ele se recorre não põem em causa a consistência do matrimónio validamente celebrado. Nunca um mal, pelo facto de ser legalizado, passa a ser bem. Nunca uma transgressão, pelo facto de ser praticada por muitos, pode ser legitimada por uma lei e, muito menos, considerada como um direito.

Mas, em que circunstância se pode falar de um casamento validamente celebrado, o único que é verdadeiramente casamento e, por isso mesmo, o único que é indissolúvel?
  • Antes de mais, é necessário o amor. Sem um autêntico amor entre os nubentes, falar de casamento é um absurdo.
  • Depois, é necessário que os nubentes conheçam e assumam as características e responsabilidades inerentes ao próprio casamento: a unidade e indissolubilidade, a procriação e a educação cristã dos filhos.
  • Em terceiro lugar, o consentimento deve ser plenamente livre, isto é, prestado sem qualquer tipo de coacção.

A realidade, aquela que nós conhecemos, diz-nos que, em muitos casos, os nubentes (às vezes os dois, outras apenas um deles) não satisfazem os requisitos mencionados.

  • Por vezes, falta o verdadeiro amor. Muitos, mais do que por razões do coração, são motivados pelo simples desejo ou mera simpatia (pela química que se gera entre eles).
  • Muitos negam, à partida, a unidade do matrimónio, ou seja, a fidelidade. Outros recusam-se a aceitar a indissolubilidade, considerando como algo de inconcebível e de insuportável viver toda a vida com a mesma mulher ou com o mesmo homem.
  • Há também quem exclua, positivamente e por mero egoísmo, a procriação e muitos mais são aqueles para quem a educação cristã dos filhos está completamente ausente dos seus horizontes matrimoniais.
  • E, embora menos frequentes do que no passado, ainda existem casos em que certas pressões familiares ou sociais se sobrepõem à vontade dos nubentes.

Quando se verifica uma destas situações, e basta que se verifique numa das partes, mesmo que seja celebrado na Basílica de São Pedro e na presença do Santo Padre, o casamento é inválido. Dizer que é inválido equivale a dizer que não houve casamento (nem contrato nem sacramento). A validade do casamento está efectivamente condicionada pelas disposições dos nubentes.

Assim, podemos afirmar que há muita gente que pensa estar casada pela Igreja e não o está, apesar de ter ido à igreja e aí se ter desenrolado toda a cerimónia religiosa própria do matrimónio.

Sendo assim, nestas circunstâncias, não deverá ser legítimo o divórcio? Nestes casos, nem sequer se pode falar de divórcio, uma vez que não houve casamento. É possível (e desejável), isso sim, requerer a declaração de nulidade do matrimónio.
Esta anulação pode ser declarada pelo tribunal eclesiástico, desde que se prove que, no momento do casamento, faltava algum dos requisitos fundamentais para a sua validade. Mais do que uma anulação do casamento (como se antes tivesse existido um casamento que é preciso anular), trata-se de declarar que nunca houve casamento.
Após esta declaração, cada uma das partes pode casar pela Igreja com um terceiro. Não se trata de um segundo casamento pela Igreja, mas do primeiro, uma vez que antes não houve casamento nem sacramento do matrimónio.

Para não haver tantos casamentos inválidos, separações e divórcios, é necessário e urgente que o casamento seja devidamente preparado e responsavelmente celebrado.
Como podemos concluir da primeira leitura, o casamento pressupõe uma procura intensa e recíproca, o reconhecimento da dignidade do outro e uma total entrega a ele.
O casamento só deve acontecer quando os dois sentem que não podem viver um sem o outro e sem viver um para o outro; quando o amor os leva a sonhar um projecto de vida comum para sempre.

Por sua vez, a Igreja deve levar os noivos a compreender melhor a grandeza e as implicações do casamento, bem como ser mais exigente na hora de abençoar a sua união. Não se pode dar cobertura a casamentos que se sabe, à partida, em razão das disposições e das intenções dos noivos, que são uma farsa e que vão ser um fracasso.

O casamento dos cristãos só é realmente casamento cristão, na medida em que os noivos o celebram à luz da fé e se dispõem a construir a sua respectiva família sobre a rocha firme da palavra de Deus.
Então, o casamento e a família serão o melhor espaço de realização e de felicidade do homem. Mais, a família será o melhor Céu na terra!

quarta-feira, setembro 23, 2009

Jornadas Pastorais na abertura do novo ano pastoral

Estão marcadas para 25 e 26 de Setembro as Jornadas Pastorais da diocese da Guarda. Na preparação das Jornadas, O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, escreve:

“Realizam-se, como já está anunciado, nos dias 25 e 26 do corrente mês e decorrem nas instalações do nosso Centro Apostólico, das 10H00 às 17H30, em ambos os dias.
Dirigidas especialmente aos Párocos e suas equipas de agentes pastorais, pretendem remotivar a certeza de que toda a acção pastoral tem de assentar numa espiritualidade forte e que sobretudo os agentes pastorais, a começar por nós sacerdotes, precisamos de basear o nosso trabalho na relação viva e vital com Cristo, o único pastor da Igreja.
Também este ano sacerdotal é para crescermos todos na consciência de que o nosso trabalho de sacerdotes é para ser bem articulado com o trabalho dos outros agentes pastorais e que as paróquias não podem ser conduzidas como sendo compartimentos fechados. Cada vez mais as nossas paróquias têm de ser ajudadas a compreender que precisam de se enquadrar, de forma bem articulada, em espaços mais alargados, a que chamamos unidades pastorais.
Por isso, o primeiro dia destas jornadas conta com a orientação do nosso conhecido e estimado Padre Vítor Feytor Pinto, um sacerdote do nosso Presbitério, que traz consigo uma notável experiência pastoral, mas sobretudo a experiência viva de conduzir uma das mais organizadas Paróquias de Lisboa – a Paróquia do Campo Grande. No segundo dia, temos connosco o Padre Georgino, do Presbitério de Aveiro, autor do Livro “Paróquia e unidades pastorais”, um bom guia prático que nos pode ajudar a progredir na reorganização pastoral da nossa Diocese.
Esperamos, ao longo de todo este ano pastoral, poder valorizar o contributo das equipas de agentes pastorais reunidas à volta de cada um dos seus párocos, para definir bem o que pretendemos com desejada Missão para a nova evangelização”.

domingo, setembro 20, 2009

quinta-feira, setembro 10, 2009

VI SIMPOSIO DO CLERO DE PORTUGAL- CONCLUSÕES

1.- O clero de Portugal deu uma resposta muito positiva ao convite para participar no VI Simpósio do clero. Mais de 800 inscrições são o melhor testemunho de uma forte adesão, alegre e agradecida, também por coincidir em pleno Ano Sacerdotal e sob o olhar da figura exemplar de sacerdote que foi São João Maria Vianey.
2.- Conferencistas prestigiados e de renome internacional garantiram a elevada qualidade da reflexão e a pertinência dos desafios lançados.
3.- O Simpósio foi, em si mesmo, um belo exercício de fraternidade e de comunhão entre bispos, sacerdotes, diáconos e seminaristas.
4.- Todos os oradores glosaram, em registos vários, mas consonantes, o tema-lema do Simpósio: «Reaviva o dom que há em ti».
5.- Anselmo Grün e Amadeo Cencini, com a sua autoridade de psicólogos, recordaram-nos que a espiritualidade não é redutível à psicologia, mas que uma espiritualidade não assente em correctas bases psicológicas, facilmente se transforma em moralismo vazio e autoritário.
6.- As pessoas não se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomodação do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais. Só quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poderá falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possuído de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece. Como Moisés, depois de falar com Deus.
7.- O sacerdote não é um anjo. Junto com qualidades e luzes, tem defeitos e sombras. Só reconhecendo humildemente também as sombras se poderá abrir ao Amor que o plenifica, transforma e transfigura.
8.- A formação sacerdotal ou é permanente ou não é verdadeira formação sacerdotal.
O Senhor é fiel. Ao chamar sempre aquele que escolheu, não pára de o chamar todos os dias da sua vida. A Formação Permanente é a experiência de vocação permanente, como resposta agradecida e repleta de fidelidade ao Deus que ama e chama.
9.- Esta autêntica mudança de paradigma na concepção de formação permanente implica que se crie uma cultura de formação permanente na Igreja, pois ainda não existe.
A nossa vida, ou é formação permanente, ou é frustração permanente, repetitividade, desleixo geral, inércia, apatia, perda de credibilidade, ineficácia apostólica.
10.- A Formação Permanente é essencialmente psicológico-espiritual; um processo de conformação-assimilação aos sentimentos do Filho obediente, do Servo sofredor, do Cordeiro inocente.
11.- Não se trata tanto de criar novas estruturas, mas de uma nova mentalidade, uma cultura de Formação Permanente.
12.-A Formação Permanente é a disponibilidade contínua e inteligente, activa e passiva, para aprender da vida, durante toda a vida. Até ao último dia.
13.- Como nos disse o cardeal Cláudio Hummes: «a espiritualidade do presbítero deve ser nutrida cada dia. Os grandes meios são: manter um contacto assíduo com a Palavra de Deus; amar a Deus e deixar-se amar por Ele; viver uma vida de oração autêntica que inclui a Liturgia das Horas e a devoção mariana; celebrar diariamente a Eucaristia, como centro da vida ministerial; recorrer regularmente ao Sacramento da Confissão; viver a comunhão eclesial, principalmente com o Papa, o bispo e o presbitério; doar-se total e incansavelmente ao ministério pastoral, ao empenho missionário e evangelizador; ser o homem da caridade, da fraternidade e da bondade, do perdão, da misericórdia para com todos; ser solidário com os pobres, sendo seu defensor e amigo, vendo neles os preferidos de Deus».
14.- Uma atenção cuidada aos vários programas de formação dos seminários levar-nos-á à opção pelo modelo de integração, polarizado no dinamismo da Cruz como ícone do Mistério Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal é, e a oferecermo-la alegremente como dom.
15.- Este Modelo de Integração fará que nos sintamos abençoados por Deus e ajudar-nos-á a tornarmo-nos uma feliz bênção para os outros.
Uma vida espiritual intensa, iluminada pelo guia fiável que é o Vaticano II, permitirá ao sacerdote entrar mais profundamente em comunhão com o Senhor e ajudá-lo-á a deixar-se possuir pelo amor de Deus, tornando-se sua testemunha em todas as circunstâncias, mesmo difíceis e obscuras. (SC, 89)
16.- Os caminhos a percorrer para a Igreja responder aos novos desafios do mundo de hoje não estão ainda bem definidos e traçados. Temos de utilizar a lucidez na análise do que se apresenta, e a paciência misericordiosa para enfrentar as incompreensões.
17.- Foi bom ouvir que a Igreja ama os seus sacerdotes, os admira e reconhece a sua insubstituível e incansável participação pastoral na missão e na vida eclesiais.
18.- E que, à semelhança de São Francisco, encontrando no caminho um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote, mesmo se fosse grande pecador, porque o sacerdote é quem nos dá o pão eucarístico.
19.- O Santo Cura D’Ars reconforta-nos ainda mais ao afirmar: «Deus obedece-lhes. Depois de Deus, o sacerdote é tudo».
Ser padre é viver todos os dias a Consagração: consagrando as espécies eucarísticas e consagrando-se aos irmãos, outra forma de dizer, já há mais de 150 anos, a urgência do que hoje chamamos Formação Permanente.
20.- Os padres das várias dioceses reuniram com os seus bispos e manifestaram a alegria de participar no Simpósio, mutuamente se incentivando para encontrar formas de cultivo da fraternidade nos presbitérios.
21.- Como bem recorda Bento XVI: «É preciso sempre partir de Cristo. Mas isso supõe tê-lo encontrado, ter-se deixado por Ele transformar inteiramente, ou seja, ter-se tornado seu discípulo fiel. Tudo começa ali. Encontrar-se com Cristo e deixar-se por ele transformar»
Só assim reavivaremos continuamente o dom que há em nós, e responderemos gozosamente ao desafio incessantemente renovado de o oferecer aos outros, porque do povo de Deus vimos e só para o servir existimos.

Fátima, 4 de Setembro de 2009