Informações diversas e actuais de interesse a respeito da paróquia de LAGEOSA DO MONDEGO - Celorico da Beira, distrito da Guarda

quinta-feira, março 16, 2006

As obras continuam a bom ritmo...

As obras continuam...
Depois de decidirmos que era necessário e urgente restaurar o Altar Mor (substituir as madeiras degradadas e decapar para voltar às cores originais), na segunda feira vimos com agrado que o referido Altar começou a ser desmontado. Foram muitas as pessoas que quiseram ver, acompanhar e apoiar...
Ontem, foram levadas as últimas peças para as oficinas da Empresa Martinho Lobo Ferreira Lda de Braga.
E, no fim do Verão, todos iremos, certamente, ficar agradavelmente surpreendidos com a beleza das cores originais (os marmoreados, o ouro original, o conjunto...)
As obras continuam a bom ritmo porque a generosidade das pessoas da Lageosa tem sido supreendente. As todos muito obrigado.
Pe. Carlos

sábado, março 04, 2006

Renúncia quaresmal a favor dos missionários radicados na Diocese da Guarda

A nossa renúncia quaresmal.
Apresentadas que aqui ficam as linhas mestras do desenvolvimento integral, é preciso não esquecermos que a nossa conversão, nesta Quaresma, implica também solidariedade material com projectos de desenvolvimento concretos que merecem ser apoiados.
Por isso, decidimos dirigir a nossa renúncia quaresmal, este ano, para 3 projectos conduzidos por missionários cujas congregações têm comunidades instaladas na nossa Diocese, a saber:
  • A compra de um barco necessário ao trabalho missionário do Padre Elísio do Rosário Gama, dos Missionários do Verbo Divino, a trabalhar na Amazónia (Brasil);
  • Apoiar o projecto de construção de um Centro catequético, na Paróquia de S. Miguel Arcanjo Diocese de Santiago, Cabo Verde, conduzido por 2 sacerdotes missionários da Congregação do Espírito Santo, os Padres António Marques de Sousa e Nuno Miguel da Silva Rodrigues.
  • Apoiar outro projecto chamado de S. João de Brito, em Luanda, desenvolvido por sacerdotes jesuítas sob orientação do seu provincial, o Padre Casimiro Gaspar. Trata-se de um conjunto logístico destinado a cursos de formação, retiros, exercícios espirituais e outros encontros de cariz pastoral.
  • Apoiar o projecto "dignificar a mulher", Centro de Acolhimento para raparigas carenciadas na missão do Gilé (Zambézia-Mocambique), conduzido pelas Irmãs de S. João Baptista e Rainha do Mundo.

Vamos ser generosos porque a solidariedade alarga os horizontes da nossa Fé e também dos nossos projectos humanos, pessoais e familiares.

Veja o artigo completo em: www.jornalaguarda.com

domingo, fevereiro 19, 2006

PROPOSTA para RESTAURO DO ALTAR MOR

  1. Registo fotográfico. Todo o processo de conservação e restauro será registado, desde a pré fixação até à protecção final, formando assim um historial de toda a operação. O levantamento gráfico será também exaustivo e pormenorizado, abrangendo vários perfis possíveis.
  2. Pré-fixação dos revestimentos cromáticos e dourado. A pré fixação resume-se a elementos que não serão alvo de decapagem da policromia exterior. Antes de se realizar a pré-fixação serão removidas as poeiras soltas de toda a superfície, utilizando pincéis de cerda macia e aspirador, reduzindo assim a quantidade de sujidade a remover durante a limpeza. Para a fixação da superfície dourada será utilizada resina acrílica (Paraloid B72) diluída em acetona (10%). Para a fixação da superfície policroma será utilizada a mesma resina (Paraloid B72) diluída em Tolueno. Todos os solventes empregues serão reversíveis, não pondo assim em causa futuras intervenções.
  3. Consolidação pontual do suporte e desmonte. Consolidação das zonas do suporte susceptíveis de serem danificadas durante a desmontagem das peças. Na consolidação será utilizada resina acrílica (Paraloid B72) diluída em acetona. A concentração desta diluição aumenta entre aplicações de 6% a 20%. A resina de consolidação será aplicada as vezes necessárias até se verificar uma boa resistência das madeiras. No decorrer da desmontagem parcial será realizado o registo fotográfico pormenorizado e a identificação das peça, para posterior localização durante a intervenção e montagem.
  4. Estabilização física do suporte. Consolidação em profundidade de todas as zonas de suporte fragilizadas pela acção dos insectos xilófagos e pela humidade. A consolidação será realizada com resina acrílica (Paraloid B72) diluída em xileno. Este procedimento será realizado as vezes necessárias, até se verificar uma consolidação eficaz da madeira. Colagem dos elementos destacados ou a destacar, utilizando para o efeito resina vinílica Isar Rakoll TO-50 e cavilhas de madeira. Nesta fase serão recolhidos elementos que eventualmente existam em depósito, para posterior integração nos seus locais de origem. Colmatação de fendas e lacunas de grandes dimensões, com madeira da mesma essência da original e devidamente estabilizada. Nas fendas e lacunas de pequenas dimensões será aplicada madeira de balsa ou pasta de madeira, dependendo das características de lacuna. Remoção mecânica da oxidação superficial dos pregos, elementos metálicos funcionais e aplicação de Micalite. Substituição dos pregos que perderam a sua função pondo em risco a estabilidade do conjunto por parafusos de aço inox ou cavilhas de madeira. Os elementos metálicos muito degradados serão substituídos por elementos idênticos de aço inox. Os elementos constituintes da estrutura de sustentação serão reforçados, através da aplicação de madeira nas zonas onde se verifique essa necessidade. Se não for possível a recuperação destes elementos, estes serão substituídos por elementos iguais aos originais. Nesta fase será utilizada madeira da mesma essência da original e devidamente estabilizada, parafusos de aço inox ou cavilhas de madeira. Serão criados os apoios necessários para a boa estabilidade do conjunto.
  5. Integrações volumétricas. Reconstituíção dos elementos em talha inexistentes, sempre que se revele importante para a compreensão da unidade estética do conjunto e desde que existam evidências que o legitimem. Os tampos dos tronos terão que ser reconstituídos com madeiras parcialmente, pois as actuais estão um pouco degradadas. Para a execução das reconstituições volumétricas, será utilizada madeira da mesma essência da original devidamente estabilizada.
  6. Tratamento curativo e preventivo contra o ataque de insectos xilófagos. Aplicação de Cuprinol, pelo reverso das madeiras, impregnando em profundidade. Este através do processo de pincelagem. Será injectado também nos orifícios de saída dos insectos. Todas as madeiras existentes ou a aplicar serão tratadas.
  7. Limpeza e fixação do revestimento cromático / Decapagem. Fixação da superfície que ainda o necessite utilizando os mesmos produtos e métodos utilizado na pré-fixação. Serão removidos os excessos de resina utilizada para a fixação, consolidação e colagem. A par da remoção de excessos será também removida a sujidade aderente. As zonas de sujidade de difícil remoção serão limpas cuidadosamente, utilizando cotonetes embebidos nos solventes adequados ao tipo de substâncias a remover e estado de conservação da superfície a limpar. Nesta fase será decapada a policromia exterior, pois não possui qualquer valor artístico, sendo recuperada em parte a pintura original.
  8. Montagem. Montagem de peças por aparafusamento. Serão utilizados os orifícios dos antigos pregos para a aplicação dos parafusos (aço inox), e cavilhas de madeira. Nivelamento dos orifícios dos parafusos com pasta de madeira para posterior integração cromática. Nesta fase será montado o tecto por detrás do retábulo, depois de restaurado o suporte e estrutura de sustentação, sendo este com a mesma tipologia do original e tonalizado no seu geral.
  9. Integração cromática. Preenchimento de lacunas de pequenas dimensões e orifícios de parafusos existentes no suporte com pasta de madeira. Nivelamento de lacunas existentes na superfície policroma e dourada utilizando cré + cola animal. Para a integração das lacunas nas zonas douradas com preparação branca visível será utilizado pigmentos naturais (Winsor & Newton) aglutinados por resina acrílica Paraloid B72 diluído em Tolueno numa concentração de 6,5%. A integração cromática nunca se sobreporá ás superfícies douradas e policromas originais.
  10. Aplicação de protecção final. Aplicação de verniz mate de protecção final.

    ORÇAMENTO do Retábulo capela-mor é de 27 900,00 (+ IVA a 21%).

P.S.: Veja, através destas fotos, as cores originais do Altar Mor. Que maravilha, que enorme surpresa! Em muitos casos, o ouro e a prata estão escondidos pela pintura!!!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Mensagem do Papa para a Quaresma

Bento XVI apela de novo à caridade
Bento XVI apela àqueles que governam e têm nas mãos o poder económico e financeiro, para que “promovam um desenvolvimento baseado no respeito da dignidade de cada homem”.
O tema escolhido por Bento XVI na Mensagem para a Quaresma é baseado numa passagem do Evangelho de São Mateus: «Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas», para convidar os cristãos de todo o mundo a experimentar a caridade. Neste sentido, na Mensagem salienta que “os cristãos deverão aprender também a avaliar com sabedoria os programas de que quem os governa”, sublinha a liberdade religiosa, “entendida, como possibilidade não simplesmente de anunciar e celebrar Cristo, mas de contribuir também para a edificação de um mundo animado pela caridade”.
“A Quaresma – escreve o Papa – é o tempo privilegiado de peregrinação interior em direcção Àquele que é a fonte da misericórdia”. Uma peregrinação que “Ele próprio nos acompanha através do deserto na nossa pobreza”. Bento XVI convida, ainda, nesta Mensagem, os fieis de todo o mundo para que se preparem para a Páscoa com um “empenho vivo e urgente para com os pobres do mundo”, porque, afirma, “a primeira contribuição que a Igreja oferece para o desenvolvimento do homem e dos povos não se consubstancia em meios materiais nem em soluções técnicas, mas no anúncio da verdade de Cristo que educa as consciências e ensina a autêntica dignidade da pessoa e do trabalho, promovendo a formação de uma cultura que corresponda verdadeiramente a todas as exigências do homem”, acentua o Papa.
“À vista dos tremendos desafios da pobreza de grande parte da humanidade, a indiferença e a encerramento no próprio egoísmo apresentam-se em contraste intolerável com o «olhar» de Cristo – refere o Papa, acrescentando que – o jejum e a esmola, juntamente com a oração, que a Igreja propõe de modo especial no período da Quaresma, são uma ocasião propícia para nos conformarmos àquele «olhar».
A Quaresma tem início com a Quarta-feira de Cinzas, no dia 1 de Março, e termina com a Solenidade da Páscoa no dia 16 de Abril, que este ano coincide com o 79º aniversário natalício do Papa Ratzinger.
Fonte: Ecclesia

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA A QUARESMA DE 2006
Clique

sábado, janeiro 28, 2006

Ainda há lepra em Portugal (cerca de 1000 leprosos)

A lepra é uma doença muito antiga e a sua expansão deve-se às conquistas, cruzadas e colonizações entre diferentes continentes e países; é uma doença bacteriana crónica da pele, dos nervos das mãos e dos pés e das membranas do nariz. O doutor norueguês Armauer Hansen descobriu em 1876 o bacilo responsável da lepra: o Mycobacterium Laprae.
Qualquer pessoa pode contrair a doença, mas não se contagia tão facilmente como se pensava anteriormente. Os sintomas podem aparecer depois de passados vários anos da infecção, já que o período de incubação da doença é muito grande (de 2 a 7 anos); um dos primeiros sintomas é a insensibilidade à dor. As zonas insensíveis adquirem uma cor diferente à do resto da pele. Aparecem frequentemente paralisias musculares e fragilidade nos ossos, especialmente nos dedos das mãos e dos pés. Outro dos sintomas, mais tardio, é a distorção facial, a que se designa “cara leonina”.
A lepra continua a afectar muita gente e permanece como sinónimo de segregação social. Em Portugal, existem ainda cerca de 1000 leprosos. O seu tratamento, à base de antibióticos específicos, implica mais que uma droga durante um tempo muito prolongado, que vai desde meses a anos.
O tratamento de um leproso na fase inicial é de € 25... Neste dia Mundial dos Leprosos vamos contribuir na luta contra esta terrível doença e demonstrar que solidariedade social é todo o ano...
Visite o site da APARF (www.aparf.pt), e veja por si o que esta doença pode causar e qual a melhor forma de poder ser solidário com os leprosos.

domingo, janeiro 22, 2006

IDE CONTAR A TODA A GENTE (Semana de Oração pela unidade dos cristãos)

Ide contar isto, irmãos,
vamos dizê-lo a toda a gente:
que Deus está ao nosso lado, que Ele não é normas e ritos,

que Ele nos sonha felizes, que vem trazer-nos a luz,
que basta de viver às escuras, que com Ele tudo é amor e vida.



Não guardes esta notícia só para ti,

pois é uma boa notícia.
Ele quer ser nosso amigo,
viver a história ao nosso lado,

tornar-nos fácil o caminho
e dar-nos pistas para vivermos.
Lembra aos teus irmãos
que o Reino está aqui, e que está agora,
no momento em que queiramos construí-lo,

que não é algo distante,
que é agora o momento para o inventar,
que não devemos perder tempo
em torná-lo realidade,
e que entre nós sempre deveria haver igualdade.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Chegou a hora dos leigos - Diocese da Guarda procura novas respostas pastorais

“Não temos mais remédios senão em procurar os leigos para intervirem na pastoral. Não apenas como executores mas também como programadores e revisores de todo um processo que nós queremos aperfeiçoar sempre e cada vez mais” – disse à Agência ECCLESIA D. Manuel Felício, bispo da Guarda, que terá (28 de Janeiro, 4, 11 e 18 de Fevereiro) encontros com grupos de leigos das quatro zonas pastorais da diocese.
A pastoral tem de ser “desclericalizada apesar do clero e dos sacerdotes terem um lugar indispensável tal como a cabeça tem lugar no corpo mas todos os membros devem funcionar para termos um corpo equilibrado” continuou.
Com quatro redes de serviço – Presbitério, Comunidades de religiosos/as, Leigos e a Liga dos Servos de Jesus – “temos que interagir o mais possível com o intuito de melhores objectivos pastorais” – disse o bispo da Guarda.
Este território eclesial tem “demasiadas paróquias (365) para a população existente (270 mil habitantes). Devido a este facto, é fundamental “juntar paróquias e ter o mais possível a participação dos leigos nos vários ministérios e nos vários serviços” – realça D. Manuel Felício.
A diocese da Guarda tem 120 párocos e cerca de 30 padres que prestam serviço mas não podem ser párocos por razões de saúde. “Um pároco tem, necessariamente, que ter várias paróquias mas, em muitas circunstâncias, isso não é o complicado”. A dificuldade reside nas tradições – caminhos percorridos e hábitos gerados – “, às vezes, as pessoas estão a uma distância curta de um determinado serviço mas porque toda a vida na minha terra houve determinado serviço não me desloco ao próximo”. E acrescenta: “é necessário uma mudança de mentalidade nos agentes de pastorais e nas próprias comunidades”.
No início do ano, o prelado da Guarda teve um encontro com algumas centenas de leigos e notou que existe “uma vontade de progredir no sentido de um serviço mais qualificado e mais participado onde a responsabilidade é distribuída”. E acrescenta: “mas temos a noção que o percurso é lento”. As comunidades e os agentes de pastoral desta diocese estão a “assimilar a ideia que o bem comum da diocese está sempre á frente dos privilégios e do bem particular”.
Fonte: Ecclesia