Informações diversas e actuais de interesse a respeito da paróquia de LAGEOSA DO MONDEGO - Celorico da Beira, distrito da Guarda
quinta-feira, janeiro 21, 2010
domingo, janeiro 17, 2010
"Ele os criou homem e mulher (macho e fêmea)"...
Jesus também foi convidado para o casamento. E, neste casamento, Jesus realiza o seu primeiro milagre, ou seja, manifesta pela primeira vez a sua glória, o seu poder divino. Este facto exprime bem a importância e a primazia do casamento aos olhos de Deus.O casamento entre um homem e uma mulher e a família que com ele nasce correspondem a um projecto de Deus – o projecto que melhor garante a realização e a felicidade da pessoa humana bem como o futuro do mundo e da história.
Na primeira página da Bíblia, lemos: “Deus criou o ser humano à sua imagem; Ele os criou homem e mulher (macho e fêmea)”. Esta diferença que os atrai e complementa torna-os capazes de crescerem e se multiplicarem, encherem e dominarem a terra.
Num outro relato, também do livro do Génesis, é-nos dito que,
pouco após ter criado o homem, Deus intuiu e desabafou: “Não é conveniente que o homem esteja só”. Sozinho, o homem sente-se inacabado, insatisfeito e infeliz. Para vencer a solidão do homem, para o homem se tornar completo, Deus cria e apresenta-lhe a mulher. E é tal o fascínio que a mulher exerce no homem que este se dispõe a deixar tudo, até o pai e mãe, para se unir a ela e com ela constituir uma comunidade de amor e de vida!O casamento e a família são anteriores aos estados e às religiões. Em todas as sociedades e desde sempre, o casamento foi entendido como um projecto de vida comum assumido por um homem e uma mulher. De resto, a própria anatomia ou morfologia corporal apontam, de um modo inequívoco, nesse sentido.
O mesmo vale em relação às opções de vida que fazemos ou decisões que tomamos. A liberdade que nos permite optar ou decidir neste ou naquele sentido leva-nos a renunciar às outras alternativas. Não se pode invocar a liberdade para reclamar uma coisa e, ao mesmo tempo, o seu contrário.Por sua vez, a verdadeira igualdade só existe quando se respeitam e salvaguardam as diferenças. Não se pode falar de igualdade, quando se pretende tratar como igual aquilo que é realmente diferente. Caso contrário, nem se respeita a igualdade do que é igual nem a igualdade do que é diferente.
Assim, quem escolhe, no uso da sua liberdade, viver com uma pessoa do mesmo sexo, não pode pretender que a sua opção de vida seja considerada igual à daquele que escolhe viver com uma pessoa de sexo diferente. Ele pode reivindicar o direito a viver desse modo. E pode ter o direito a que seja respeitada a sua opção. O que ele não pode exigir é que a isso se chame casamento. Ao seguir por aquele caminho, que ele considera o melhor e o mais adequado para si, excluiu o outro caminho, o do casamento.
uma questão de igualdade, seria como alguém que inventa um novo pastel e querer registá-lo com o nome de um que já existe antes (por exemplo, pastel de Belém), argumentando que alguns dos seus ingredientes são os mesmos, mas esquecendo que outros elementos são manifestamente diferentes! O novo pastel pode até ser muito bom e ter muitos apreciadores. No entanto, deve ser registado com outro nome, em nome da liberdade, da igualdade e dos direitos dos outros! Algo de semelhante deve acontecer com as uniões homossexuais. Só assim se respeitará verdadeiramente, a liberdade, a igualdade e os direitos de todos – dos homossexuais e dos heterossexuais.Quando se pretende contradizer a lógica do criador, quando se “atenta contra o fundamento biológico da diferença entre os sexos” (Bento XVI), todas as barbaridades são possíveis e, para aqueles a quem convêm, todas se afiguram como um direito e um sinal de modernidade. Trata-se, porém, de uma modernidade que afectará e comprometerá gravemente o futuro da sociedade.

Jesus também foi convidado para o casamento.
- Hoje, quem é que realmente convida e quer Jesus no seu casamento?
- Mesmo aqueles que vão à Igreja no dia do seu casamento, quantos vão para se encontrarem efectivamente com Jesus e para o levarem de volta para as suas casas e para as suas vidas?
- Mesmo entre os cristãos ditos praticantes, quantos estão dispostos a viver o seu casamento e a construir a sua família, seguindo o conselho de Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser?”
- Quantos dão a Jesus a oportunidade de realizar milagres em suas casas, ou seja, de os iluminar com a sua palavra e os enriquecer com graças divinas?
- Quem alimenta e fortalece o amor conjugal com o Vinho bom da Eucaristia?
Não esqueçamos: o nosso melhor bem é a família e esta é o melhor dom que temos para oferecer à sociedade! Ámen.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Seminário: Acção de sensibilização vocacional
Durante todo o dia fomos acompanhados pela beleza da neve...

Quando chegámos ao Seminário encontrámos a nossa casa assim bela como as seguintes fotografias documentam. Fui um dia de sementeira vocacional e muita diversão.Ao longo da presente semana temos visitado o Arciprestado de Celorico da Beira. Estivemos ontem na catequese com cerca de 50 crianças e
adolescentes e voltaremos amanhã para estarmos junto dos grupos mais avançados na catequese. Estaremos depois à noite com as catequistas e agentes pastorais no Centro Pastoral D.João de Oliveira Matos. No próximo domingo estaremos em quatro celebrações eucarísticas distintas neste mesmo Arciprestado.
Fonte: http://www.seminariodofundao.blogspot.com/
terça-feira, dezembro 29, 2009
Educar os filhos sem Deus é condená-los a uma vida sem sentido e sem esperança!
Os pais conhecem com verdade Jesus de modo a podê-lo dar a conhecer com persuasão aos seus
- Acreditam efectivamente nele de modo que lhes possam transmitir a fé com convicção
- Vivem com coerência a sua fé de modo a serem autênticas testemunhas para eles
- Rezam regularmente em família de modo a que os filhos possam aprender a rezar com eles?
- Mandam os filhos à catequese e manifestam interesse necessário pelo seu aproveitamento?
- Alguns pais consideram que estão a educar ou educaram bem, porque os seus filhos têm sucesso nos estudos ou nas actividades e iniciativas em que se envolvem.
- Outros argumentam que nunca ninguém se chegou ao pé deles a fazer queixa dos filhos. Pudera, quais são os educadores ou os vizinhos que estão para arranjar problemas e conflitos com os pais?
- Outros ainda que os filhos são muito amorosos e conseguem fazer tudo o que querem deles. Pudera, a maior parte dos pais fazem tudo e mais alguma coisa aos filhos para não os contrariarem nem terem chatices com eles!
Desde a minha perspectiva – e penso que é correcta e legítima - os pais só começam a saber se estão a educar bem os filhos, quando estes começam a fazer algumas renúncias ou algum sacrifício por eles. E só o sabem com certeza, quando os filhos, já adultos, os tomam a seu cuidado, na doença e na velhice. Sim, só no ocaso da vida, os pais ficam a saber se investiram bem na educação dos seus filhos.
Sem Deus, sem a luz da fé e a força do amor cristão, é difícil que os filhos se sintam disponíveis para retribuir aos pais o bem que estes lhes fizeram. Mas se os pais nada ou pouco fizeram para lhes transmitirem estes dons (da fé e da vida cristã), então também pouco ou nada podem esperar dos filhos quando deles precisarem! É o que está a acontecer a muitos pais. E é o que vai a acontecer à maioria.
Família, não tenhas vergonha nem consideres perda de tempo rezar em casa ou celebrar a fé com toda a comunidade cristã, na Eucaristia dominical!
quinta-feira, dezembro 24, 2009
O Natal é uma lição extraordinariamente bela da humildade de Deus!
omens, a dar-se a eles, a salvá-los! Deus, com o seu modo de agir em relação a nós, ensina-nos que a grandeza e a felicidade está em amar e servir os outros. E mesmo nos simples fiéis, como é grande a tentação de dar nas vistas, de chamar a atenção, de procurar os aplausos dos homens e recompensas humanas, em vez de tudo fazerem movidos pela fé e por amor de Deus! Quando isto acontece, quando procedemos assim, é sinal de que Jesus ainda não nasceu no nosso coração, e ainda não fizemos a experiencia da presença e do amor de Deus na nossa vida!
- Desde logo, a publicidade – e tanta publicidade se faz - em torno do Natal, sem uma única referência a Jesus. Fala-se do Natal, vende-se o Natal, promovem-se as pren-das, estimula-se o consumo, como se Jesus não estivesse na origem do Natal e não fosse a sua verdadeira razão de ser.
- Para muitos, mesmo para muitos baptizados, o Natal fica reduzido às prendas, à árvore de Natal e ao Pai Natal. Maldito Pai Natal que se apropriou do Natal, usurpando o lugar a Jesus. Temos medo de dizer a verdade às crianças à cerca do Pai-Natal, mas não temos qualquer vergonha de lhes escondermos o Menino Jesus e a sua verdadeira mensagem! Se somos verdadeiros cristãos, e celebramos efectivamente o Natal de Jesus, não demos guarida ao Pai Natal nas nossas casas, não queremos aquele velho de barbas brancas a subir pela chaminé das nossas casas. Pelo contrário, metamo-lo na rua e declaremos-lhe guerra!
Uma sociedade sem Deus é uma sociedade que acaba por contradizer-se a si mesma, sendo incapaz de garantir os valores e os direitos que pretende defender em nome e em favor do homem, tais como a vida, o amor, a liber-dade, a justiça, a tolerância e a paz. Uma sociedade sem Deus pode garantir progresso e bem-estar (a alguns ou mesmo à maioria), mas condena os homens a viverem sem horizontes de futuro e sem esperança.
Nós celebramos o Natal de Jesus e consideramos Jesus como o grande Dom – o maior presente – de Deus à humanidade. Nós celebramos o Natal de Jesus e queremos que Jesus viva e actue em nós todos os dias. Queremos e deixamos que Jesus, através de nós, continue a revelar Deus, a amar os homens, a renovar o mundo, a conduzir a história para a sua plenitude. Nós queremos que o Natal seja de Jesus e que Jesus seja a luz e a salvação de todos os homens. Ámen.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Testemunho real: como o André entrou e saiu do mundo da droga.
Quando nasci fiquei alguns dias sem nome, eu sou o primeiro neto por parte de pai e meu avô muito feliz com o primeiro neto, sugeriu a minha mãe colocar o meu nome de Idelfonso, que olhando no Almanaque esse seria o nome de sorte para mim, porém minha mãe não gostou muito da idéia e disse-o que era muito feio esse nome e iria ver outro. Nisso eu fiquei uns 15 dias sem nome e certo dia mamãe acompanhando uma Missa transmitida pelo rádio escutou o Evangelho de Marcos ( 1 ; 16-18), onde Jesus chamava aos discípulos a segui-lo, e no meio desses estava o André irmão de Simão que eram pescadores e Jesus os chamavam a serem pescadores de homens , por isso pensou em colocar-me esse nome , mas minha vó não gostou muito porque conhecia algumas pessoas com o nome de André que não faziam coisas muito boa , mas assim fui registrado com o nome de André.Após 6 meses meu avó faleceu e mamãe ficou com um pouco de remocio por não ter colocado o nome que ele queria, mas com esse nome fiquei.
Eu não conseguia aceitar essa situação familiar, sempre fui bom aluno, nunca perdi um ano letivo, fiquei somente uma vez em recuperação em uma matéria. Aos 10 anos comecei a andar na rua com os colegas , quando estava com eles esquecia por alguns momentos todas essas dores que passava, achava que a vida era aquilo, brincar e se divertir ao ponto de com 13 anos experimentar o cigarro de haxixe, tudo para preencher o vazio que existia dentro de mim, para ver se esquecia, mas não adiantava, fui me envolvendo sempre mais, minha família quando veio abrir os olhos já estava super envolvido, cheguei a me viciar na cocaína e para sustentar o vicio tive que começar a pegar as coisas dos outros, dentro de casa, dinheiro de vóvó e o que eu achasse pela frente, minha vida virou um terror.
Com 15 anos , quando minha família soube do que estava fazendo, me forçou ir a um centro de recuperação próximo a minha cidade, mas só fiquei lá 7 dias e fugi , ao retornar, não fui morar mais com vóvó, fui morar com mamãe e minhas irmãs , mas não deixava de andar na casa de vóvó e papai que era próximo, já não parava mais em casa e fiz todos eles sofrerem muito. Cheguei a comercializar drogas e a fumar crak, foi o fundo do poço pra mim e minha família. Quando meu pai soube que eu estava usando drogas, começou a se entregar mais ainda no álcool, porque seria a maior dor do mundo para ele, saber que eu estava usando drogas.
Com meus 17 anos não tinha mais esperança nenhuma de vida, chegar aos meus 18 anos já não se passava de um sonho devido à vida que estava levando. Toda vez quando eu chegava em casa na madrugada dopado, mamãe me dizia: “MEU FILHO, EU NÃO VOU VER VOCÊ MORRER NESSA , NÃO FOI PARA ISSO QUE VOCÊ VEIO AO MUNDO, UM DIA AINDA VOCÊ VAI SER PESCADOR DE HOMENS”.Confesso, que não dava muita importância para isso. Foi quando mamãe um dia me fez um convite, lembro-me como hoje sentada no sofá de casa comigo, olhando nos meus olhos me perguntava: “ Meu filho você quer mudar de vida?” e continuava me falando da Fazenda da Esperança e de uma rapaz que se chamava Alexandre, ele tinha passado o mesmo problema que eu e estava na Fazenda da Esperança, mas esses dias ele estava visitando a sua família em Feira e se eu não gostaria de conversar com ele para ir pra Fazenda e aceitei conversar com ele e na conversa decidir ir para a Fazenda e falei para mamãe assim: ”Mamãe, nem que seja a ultima coisa que eu faça em minha vida, eu vou a Fazenda, porém se eu não gostar de lá no outro dia estarei de volta e pode me deixar de mão”. A principio fui escondido de papai, porque ele não iria aceitar uma internação minha em um centro de recuperação, na sua concepção se eu quisesse largaria em casa, e nessas aventuras toda eu chegava na Fazenda da Esperança São Miguel em Lagarto- SE no dia 29 de março de 1999.
No inicio não entendia nada, mas sentia algo diferente neste lugar, observava pessoas com problemas maiores que os meus e eram alegres e felizes, mas eu não sabia por quê.
Escutava muito a linguagem do Amor, mas com a vida que tive no mundo, fica imaginando como poderia Amar outro homem, aos poucos fui percebendo que o Amor era cada gesto que eu fazia ao próximo, com o pegar um papel do chão, forra a cama de um irmão e outros factos, mas a caminhada não foi tão fácil. Lembro-me que ao escrever a primeira carta para papai dizendo onde eu estava, dias depois recebi a resposta dele se lamentando por ter sido o último a saber.
Com 3 meses na Fazenda fui chamado a ser coordenador de uma casa, para mim foi um momento de muito crescimento e a alegria que eu procurava nas drogas encontrava em cada ato concreto de Amor que fazia ao meu próximo. Lembro-me de quantas as vezes que tinha alguém doente eu ia atrás de remédio para levar pra ele na cama, como isso me fazia um bem e assim fui construindo a minha caminhada na Fazenda.
Durante o meu período de recuperação, foram poucas visitas que recebi da minha família, era difícil, por que com a experiência que estava fazendo via à importância de se estabelecer esse relacionamento com a família e dentro da Fazenda seria uma grande chance, mas nunca desanimei e fui para frente.
Com minha mãe nessas idas em casa, sempre quando eu ia sair à noite, fazia a experiência de dizer para onde eu ia, com que e que horas chegava coisa que nunca eu tinha feito, quantas das vezes que conversávamos até tarde da noite e tudo isso me dava uma alegria plena.
Essas experiências me ajudaram a ficar livre para atender o chamado que sinto de Deus a viver no meio dos jovens.
Os anos se passaram, passei 5 anos na Fazenda em Sergipe onde tudo começou para mim, fiquei 3 anos que na Fazenda da Esperança São Domingos em Porto Nacional-TO e hoje sou um consagrado da Obra e me sinto realizado como homem.
Quando posso, vou uma vez ao ano visitar a minha família que hoje muito valorizo. E para maior alegria papai já está com 6 anos sem beber, com isso vejo a manifestação de Deus.
Agora estou a 2 anos na Fazenda da Alemanha, onde no inicio fiz uma experiencia de viver o Amor concretamente em atos, porque até entao não tinha possibilidade de falar por causa que não dominava o idioma.
Quando vejo que estou com 27 anos,
só tenho a agradecer a Deus,
e a minha forma concreta de agradecimento
é doando a minha vida a Ele nesta causa dos excluídos.
Tenho 10 anos de Fazenda e sempre mais me sinto feliz nesta vida que levo.
Hoje tenho algo que me alimenta e me ajudar a passar por todos os meus problemas que é O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO e assim tenho a alegria de dizer que nasci de novo.
André Carvalho Marques
quinta-feira, dezembro 17, 2009
A Agência Ecclesia divulga o projecto "Fazenda da Esperança" em Portugal
«Fazenda da Esperança» conta com o apoio da Diocese da Guarda, da Câmara de Celorico da Beira e da Fundação AIS
O Projecto internacional «Fazendas da Esperança», de recuperação de pessoas dependentes de drogas e álcool, vai chegar a Portugal. A iniciativa é apresentada esta Sexta-feira, 18 de Dezembro, no Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos, em Celorico da Beira.
ACOMPANHA O ANDAMENTO DESTE PROJECTO EM:http://fazendadaesperancamacaldochao.blogspot.com/

